[MÚSICA] Lollapalooza Brasil 2016: as 6 melhores apresentações do festival

No último fim de semana (12 e 13), rolou a quinta edição do Lollapalooza Brasil, em São Paulo. Sem grandes nomes “clássicos” do rock, como Pearl Jam, Foo Fighters ou The Killers, o evento conseguiu suprir a falta (que nem fez falta, na real) com ótimas atrações bem distribuídas entre seus principais palcos, com ótimos nomes da música nacional e internacional.

(Foto: Fabio Tito/G1)

É sempre uma tarefa muita injusta e difícil escolher os melhores dos melhores, mas, como de costume, vamos colocar a cara no sol. Se é que me entende.

1 – Marina and The Diamonds

Com um ano de atrasado, Marina Diamandis fez uma apresentação inspirada e animada em um dos muitos palcos do Lollapalooza Brasil. A “Neon Nature Tour” desembarcou em São Paulo com três atos, uma para cada álbum da banda/cantora Marina and The Diamonds: “The Family Jewels”, “Electra Heart” e “Froot”. Se o show apresentado um dia antes no Audio SP, em uma das Lolla Parties, pareceu pouco brilhante pela falta de espaço para telões e demais aparatos eletrônicos, o show do festival supriu tudo isso e mais um pouco. Os telões mudavam de acordo com a música, transformando o espetáculo pop da cantora em uma experiência visual + sonora mais divertida. Isso, claro, sem falar da capacidade vocal de Marina, que não desafina em nenhum momento, nem nas músicas mais difíceis. Para esse que vos escreve, os dois melhores momentos da apresentação foram em “Froot” e “Bubblegum Bitch”.

2 – Tame Impala

Falar bem do Tame Impala pode soar até meio repetitivo. A banda australiana visita o Brasil com frequência, porém se apresentou no LollaBR pela primeira vez nessa quinta edição. E com o elogiado álbum “Currents” na bagagem, foi a estreia em palcos brasileiros. Além das já clássicas “Elephant”, “Apocalypse Dreams” e “Feels Like We Only Go Backwards”, Kevin Parker e seus comparsas tocaram as novas e excelentes “Let It Happen”, “The Less I Know the Better” e “New Person, Same Old Mistakes”, agora mundialmente conhecida através de uma versão (quase idêntica à original) feita pela cantora Rihanna. O show do Tame Impala é quase lisérgico e precisa da entrega do ouvinte para ser inteiramente aproveitado. Mesmo que você não curta muito rock psicodélico, dê uma chance ao Tame. Logo logo eles estarão aqui de novo.

3 – Florence and The Machine

Se no Tame Impala a experiência ao vivo é quase lisérgica, no show da Florence and The Machine a coisa toda ganha ares mágicos. Florence Welch desfila pelo palco como uma fada (ou um elfo, se preferir) e canta de maneira hipnotizadora. Já tive a oportunidade de assistir a banda ao vivo duas vezes e, apesar de ser muito fã, confesso que, às vezes, os vocais da Florence ao vivo parecem mais gritados que cantados. No entanto, nesse Lolla, a cantora mostrou tranquilidade e mais controle vocal. A escolha do repertório agradou antigos fãs e novos entusiasta do seu som transcendente. Não faltaram os hits “Dog Days Are Over” e “Shake It Out”, rolou “Sweet Nothing”, sua parceria solo com o DJ Calvin Harris, e as novas “What Kind of Man”, “Queen of Peace”, “Ship to Wreck” e “How Big, How Blue, How Beautiful” mostraram a força do último disco de inédita da cantora.

4 – Twenty One Pilots

Ainda pouco conhecido por aqui, o Twenty One Pilots é daquelas bandas de duas pessoas que fazem um som de dar inveja em muitos grupos com quatro integrantes ou mais. O duo norte-americano ainda não está na playlist da massa, mas os fãs também marcaram presença em peso no show. “Stressed Out”, atual terceiro lugar na parada Hot 100 da Billboard, foi um dos grandes momentos da apresentação visceral. Uma das coisas mais interessantes neles é que a dupla Tyler Joseph e Josh Dun mandam tudo ao vivo apenas com bateria e teclado, intercalando com outros instrumentos vez ou outra (e uma base pré-gravada). Curiosidade: as manchas pretas no pescoço do vocalista Tyler não são tatuagem. É uma pintura que o músico tem feito em todos os clipes e apresentações da banda durante a turnê do álbum “Blurryface”.

5 – Alabama Shakes

A segunda vez do Alabama Shakes no Lollapalooza Brasil foi tipo um clássico do futebol que já sabemos o resultado: só golaço! Sem nenhum tipo de artifício visual ou correria pelo palco, o Alabama conquista a plateia com ótimas canções e a simpatia e o vozeirão da vocalista Brittany Howard. O show foi tão bom que o sol apareceu durante alguns minutos (rá!). “Hold On”, sucesso do álbum de estreia, “Be Mine” e as mais recentes “Don’t Wanna Fight” e “Gimme All Your Love” foram alguns dos grandes momentos.

6 – Jack U

A união de dois DJs renomados num projeto com a participação de estrelas da música pop teria muita dificuldade de ser ruim. Diplo, quase cidadão brasileiro,. e Skrillex (desculpe o clichê) colocaram todo mundo para pular. Mas é que todo mundo pulava sem parar mesmo com os hits “Where Are Ü Now?”, “Take Ü There” e “To Ü”. Espertos, a dupla ainda mandou remixes dos grandes hits do momento. Teve Rihanna (Work), Justin Bieber (Sorry), Adele (Hello) e
Wesley Safadão (Veja Só No Que Deu)!.

Menções honrosas:

Karol Conká colocando TODO MUNDO pra pular com “Toca na Pista” com a MC Carol (<3) e Tchelinho. Épico!

A rave da dupla sul-africana Die Antwoord com seus “caralhinhos voadores” (inspiração no Dollynho?).

Noel Gallagher fazendo os órfãos de Oasis chorarem com “Don’t Look Back in Anger”.

Florence Welch dando um chega pra lá no segurança que não deixava a moça interagir com os fãs.

Mc Bin Laden no show do Jack U, que teve até remix de Wesley Safadão e “Work” da Rihanna.

Texto originalmente retirado daqui. Obrigado, Mixme! <3

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